Fanstasmas

Vamos falar de amor? O amor romântico...
Aquele sentimento por outra pessoa, que brota da existência de um sonho admirado e encantado.
Há o amor à primeira vista? Há a paixão avassaladora? Sim...
E existem os fantasmas que nos assombram? Sim, totalmente...
Essa semana tive a oportunidade de ouvir a música de Luan Santana com a participação maravilhosa e essencial de Marília Mendonça, chamada Fantasma, composta por Matheus Aleixo, um menino de 20 anos.
E sua letra é tão carregada de definições de um amor limitado por conta do outro, o ser amado e cobiçado, caber no elemento desapaixonado dessa relação, que eu me fiz esta pergunta: Como um menino de 20 anos, do Século XXI, logrou a interpretação desse amor em que apenas um se importa, ama e sofre?
Todavia, logo refleti que a pouca idade de uma pessoa não é garantia de que não seja ferida pelo amor romântico. E talvez, até seja alvo certo, por conta da peculiaridade da juventude que está no não temer, não se esconder, não se proteger, não se esquivar, não adiar, não renunciar...
Perceber a ausência da realização romântica, e, além disso, se dobrar aceitando a condição de um amor unilateral, como o próprio autor da música adjetiva, para que possa ter a razão para ser feliz, uma vez que, tentando escapar, chega ainda mais perto, é demasiado comum, para qualquer idade, em histórias de amor, penso eu.
O que há acima da verdade, meus leitores?
Pois é ... atire a primeira pedra quem não tem ou nunca teve um fantasma assombrando o seu coração e arrastando correntes em seus pensamentos....
Besos, D.K.




Diva de Montalbán

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